O EGITO DOS FARAÓS

No início do III milênio a.C., com o primeiro faraó, Menés, a unificação política das diversas comunidades às margens do rio Nilo, chamadas nomos, deu origem ao antigo Egito.
Desde essa época até o ano 300 a.C., houve 31 dinastias, que costumam ser organizadas em três grandes períodos, separados por fases caracterizadas pelo enfraquecimento do poder central:
(a) Antigo Império (entre 3.150 a.C. e 2.400 a.C.):
Tempo em que se consolidou a fusão entre os reinos do norte e do sul. O poder estava centralizado na cidade de Mênfis, situada ao norte. Por isso, esse período é conhecido como Império Menfita. A partir de 2.400 a.C., o poder do faraó enfraqueceu-se devido à ação dos monarcas, governantes das aldeias.
(b) Médio Império (entre 2.040 a.C. e 1.580 a.C.):
Nessa época, a unidade entre o norte e o sul foi reforçada com o deslocamento do centro do poder para Tebas. Iniciou-se, ainda, a expansão do império em direção à Núbia, ao sul. Tal fase, também conhecida como Primeiro Império Tebano, encerrou-se com a conquista do Egito pelos hicsos, povo semita vindo do norte que, em meados do século XVII a.C., estabeleceu-se no delta do Nilo, construiu Avaris, cidade fortificada, e impôs tributos a toda a população do Egito.
(c) Novo Império (entre 1.580 a.C. e 1.085 a.C.):
Período de prosperidade marcado pela expulsão dos hicsos e pela reunificação do Egito pelo faraó de Tebas, por isso também chamado de Segundo Império Tebano.
(d) Época Tardia (entre 1.085 a.C. e 332 a.C.):
Corresponde às últimas dinastias e foi encerrada com a conquista dos macedônios em 332 a.C.
(1) A escrita egípcia:
Por volta de 3.000 a.C., surgiu a primeira forma de escrita hieroglífica, a princípio reservada para uso em inscrições de caráter religioso em monumentos e templos. Os hieróglifos deram origem a uma forma cursiva, chamada hierática, usada em textos literários, jurídicos e administrativos.
(2) Pirâmides:
Foram construídas como tumbas para os faraós. As pirâmides simbolizavam os raios do sol brilhando em direção à Terra, razão pela qual foram sempre construídas na margem oeste do rio Nilo, na direção do poente. A magnitude das pirâmides explica, em parte, o caráter divino que se atribuía aos faraós. Além de serem os principais governantes, chefes do exército, supremos sacerdotes e magistrados, eram considerados deuses ou filhos de deuses. Geralmente o faraó era associado ao deus-Sol Rá.
(3) Religião:
Os egípcios eram politeístas, isto é, possuíam inúmeros deuses, como por exemplo, Osíris (deus da eternidade, que governava a vida após a morte), Set (deus da desordem e violência), Ísis (responsável, segundo a mitologia, pela ressureição de Osíris que foi assassinado por Set), etc. Na 18ª dinastia, ganhou destaque Tutankamon, cujo nome significava "imagem viva de Amon" (estabeleceu o culto ao deus tebano Amon como religião estatal). Tutankamon morreu jovem, aos 19 anos, e foi enterrado no Vale dos Reis, em Tebas.



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