MESOPOTÂMIA: TERRA ENTRE RIOS

(Um pouco da História do Oriente Médio)

O nome Mesopotâmia vem do grego meso-potamos e significa "entre rios" (no caso, os rios Tigre e Eufrates, que desembocam no Golfo Pérsico). A região foi povoada pelos sumérios e acádios.
Na região da Mesopotâmia existiram várias sociedades que dependiam dos recursos hídricos ali existentes. Os povos da Mesopotâmia eram a dádiva do Tigre e Eufrates.
As primeiras cidades da região datam do III milênio a.C., dentre elas Lagash, Umma, Ur e Uruk.
Dessa época, datam também os primeiros zigurates, templos compostos de várias plataformas retangulares, ovais ou quadradas. O mais famoso zigurate foi construído na Babilônia, em honra ao deus Marduk. O templo foi chamado de Etemananki, na língua suméria, e significa "fundação do Céu e da Terra". Muitos historiadores afirmam que esse templo era a Torre de Babel citada na Bíblia, uma construção realizada por pessoas ambiciosas, que desejavam alcançar o céu.
(1) A Babilônia de Hamurabi:
Na Mesopotâmia, o Estado hegemônico demorou a se formar. Existiam cidades-Estado, como Ur e Lagash, que exerciam somente controle local, principalmente sobre as aldeias circunvizinhas. Destacavam-se os sumérios e os acádios, que realizavam obras de controle das águas e dominavam a metalurgia do bronze.
Entre 2.000 a.C. e 1.750 a.C., formou-se o primeiro Estado centralizado da Mesopotâmia, organizado pelos amoritas ou antigos babilônios. Foi o chamado Primeiro Império Babilônico, cujo centro político se situava às margens do rio Eufrates. O seu principal governante, Hamurabi, reinou por mais de 40 anos.
Hamurabi, que assumiu o poder em 1.792 a.C., foi responsável pelo primeiro código de leis escritas conhecido como o Código de Hamurabi.
O Código de Hamurabi continha 292 preceitos que, reunidos para enaltecer a justiça do governante, não precisavam ser aplicados por aqueles que administravam a justiça. Tratava dos mais variados assuntos relacionados à vida social e ao cotidiano da população. Um dos itens do Código de Hamurabi dividia a população da Babilônia em pessoas livres, subalternas e escravas. As decisões da justiça podiam ser escritas, admitindo-se apelação ao governante.
O Código de Hamurabi é um monolito preto de 2,5m de altura, datado de 1.780 a.C. Os seus preceitos baseavam-se no princípio da lei do talião: "olho por olho, dente por dente", com castigo proporcional ao delito cometido.
(2) Expansão assíria:
Em 729 a.C., os assírios conquistaram a Babilônia. Assurbanipal foi o último a governar o Império Assírio. Entre os seus feitos está a criação de uma biblioteca com tábuas de barro na Babilônia, conhecida como a Biblioteca de Assurbanipal, contendo textos em escrita cuneiforme sobre a vida social, política e religiosa do Império Assírio.
Desde os tempos dos sumérios, no final do IV milênio a.C., existia na Mesopotâmia uma escrita em forma de pictogramas ou desenhos, que evoluiu para a chamada escrita cuneiforme (nome derivado das incisões em forma de cunha adotadas pelos escribas). Com o passar dos séculos, o sistema acabou se tornando mais complexo, misturando escrita fonética com ideográfica.
(3) Babilônia dos caldeus:
No século VII a.C., os assírios tiveram de se defrontar com o avanço dos caldeus, povo originário da península Arábica, que se fixou na margem oriental do rio Eufrates. O Império Caldeu começou a se formar e foi chamado também de Segundo Império Babilônico ou Império Neobabilônico. Nesse período, destacou-se Nabucodonosor II, que reinou sobretudo no século VI a.C. Os Jardins Suspensos da Babilônia foram uma das grandes realizações do reinado de Nabucodonosor II.
Em 529 a.C., os povos da Mesopotâmia foram derrotados pelos persas, comandados por Ciro II, o Grande. O controle da região mudaria de mãos outra vez.



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