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 SÃO  PIER GIORGIO FRASSATI, A JUSTIÇA SOCIAL E A CAUSA ANTIFASCISTA Filho de Alfredo Frassati e Adelaide Ametis, família abastada, dona do jornal La Stampa, Pier Giorgio Frassati nasceu na cidade de Turim em 6 de abril de 1901. Era profundamente antifascista, envolvendo-se em confrontos com os adeptos do Partido Social Fascista de Benito Mussolini. Em 1921, Pier Giorgio Frassati ingressou no Partido Popular Italiano que pregava os ideais da Democracia Cristã. Estudante de Engenharia Industrial Mecânica na Escola Real Politécnica, entre 1918 e 1925, pretendia dedicar-se integralmente aos mineiros, que ele via como uma das classes profissionais mais sofredoras, seja em termos de dureza profissional, fosse em termos sociais. O seu compromisso social não era separado da espiritualidade. Membro ativo da Sociedade de São Vicente de Paulo, Pier Giorgio Frassati dedicava-se a visitar doentes, distribuir alimentos e roupas e acompanhar os mais necessitados. Conciliava a s...
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SEMPRE SEREMOS DEMOCRACIA, DIREITOS HUMANOS E PAZ. JAMAIS DITADURA, VIOLAÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS E VIOLÊNCIA! (Reflexão: O que pode representar o Oscar como Melhor Filme Internacional de "Ainda estou aqui"?) Por MARGARIDA GENEVOIS* (Membro-fundadora da Rede Brasileira de Educação e Direitos Humanos e da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo. Recebeu o Prêmio USP de Direitos Humanos) Muitas vezes me perguntei onde começa o mérito de nossas ações. Somos o resultado de tantos fatores: hereditários, genéticos, circunstanciais, do acaso ou sorte que nos coloca num dado momento em determinado lugar, dos encontros e pessoas que cruzam nosso caminho. Há momentos vividos que marcam profundamente nossas vidas. São intensos e plenos de significados, adquirem o aspecto de uma graça, e continuam reverberando em outros tempos de nossa vivência. Um sentido profundo em minha vida é ver a responsabilidade que temos uns para com os outros e como às vezes pode...
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CREIO NA FORÇA DAS IDEIAS E NO DIÁLOGO, CREIO NO REGIME DEMOCRÁTICO*: DISCURSO DE CRÍTICA AO GOVERNO DE COSTA E SILVA ÀS VÉSPERAS DO ATO INSTITUCIONAL N.º 5 (Fatos e personagens históricos do Regime Militar Brasileiro de 1964-1985) Em setembro de 1968, o deputado Márcio Moreira Alves chamou o Exército de "valhacouto de torturadores". O congressista estava indignado com as violências cometidas durante a invasão da Universidade de Brasília (UnB), e falava com propriedade, pois tinha acompanhado a questão das torturas no Nordeste e a atitude complacente da Missão Geisel (1964), episódio que rendeu um dos primeiros livros sobre o tema no Brasil. O Exército se declarou ofendido, e o governo pediu que o deputado fosse licenciado para ser processado. A Câmara dos Deputados negou a licença do deputado, por 216 votos contra 141. Até parte da Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido oficial, votou contra o governo. Até a votação, os debates na Casa foram intensos, e o discurs...