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Mostrando postagens com o rótulo Música Popular Brasileira
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  POEMA "PRÓLOGO" (ORIGEM) À "DISPARADA", "RÉQUIEM PARA MATRAGA" E "HORA DE LUTAR" (Para a reflexão sobre os 90 anos de Geraldo Vandré e as Manifestações de 21/09/2025 contra a PEC da Anistia e da Blindagem em todo o Brasil!) Por GERALDO VANDRÉ *** PRÓLOGO *** Há sempre muitas estórias e muita fé pra comprar os sonhos que elas sugerem, pra salvar ou pra enganar; mas essa, vou prevenindo: Cantando, chorando ou rindo, depende só de quem ouve; foi inventada, não houve. Não vai enganar ninguém, pois não trata de mal e nem de bem; é de deixar correr livre, sem peias e sem cercados, os sonhos que a gente vive, em tempos tão mal parados. *** RÉQUIEM PARA MATRAGA *** Vim aqui só pra dizer Ninguém há de me calar Se alguém tem que morrer Que seja pra melhorar. Tanta vida pra viver Tanta vida a se acabar Com tanto pra se fazer Com tanto pra se salvar Você que não me entendeu Não perde por esperar. *** HORA DE LUTAR *** Capoeira vai lutar Já cantou e já ...
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  DIVINO, MARAVILHOSO / HINO DA REPRESSÃO (Poemas canções para reflexão histórica sobre a Repressão durante o Regime Militar Brasileiro de 1964 a 1985) Por CAETANO VELOSO / CHICO BUARQUE DE HOLANDA *** DIVINO, MARAVILHOSO *** Por CAETANO VELOSO* Atenção: ao dobrar uma esquina, uma alegria; Atenção, menina! Você vem? Quantos anos você tem? Atenção: precisa ter olhos firmes para este sol, Para esta escuridão: atenção! Tudo é perigoso, tudo é divino, maravilhoso, Atenção para o refrão: uau! É preciso estar atento e forte! Não temos tempo de temer a morte! Atenção: para a estrofe, pro refrão, pro palavrão; Para a palavra de ordem, atenção! Tudo é perigoso, tudo é divino, maravilhoso, Atenção para o refrão: uau! Atenção: para as janelas no alto, atenção! Ao pisar o asfalto, o mangue: atenção! Para o sangue sobre o chão! É preciso estar atento e forte! Não temos tempo de temer a morte! Tudo é perigoso, tudo é divino, maravilhoso, Atenção para o refrão: uau! * VELOSO, Caetano. "...
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CLARA NUNES E A IMPORTÂNCIA DA SUA ARTE NA LUTA CONTRA O PRECONCEITO ÀS RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS DURANTE A DITADURA MILITAR Por MONIQUE FRANCIELLE CASTILHO VARGAS (Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros - ABPN) Na década de 1970, Clara Nunes foi a cantora que se consagrou cantando sambas que contavam a história de um Brasil mestiço, com seus costumes calcados em uma cultura de genealogia africana. Sua expressão performática eram alusões intensas a religiosidade de matriz africana. Neste contexto, suas roupas de apresentação eram predominante branca (cor predominante das vestimentas dos filhos de santo da Umbanda), salvo algumas vezes que aparecia com as vestes de algum orixá (os deuses considerados forças da natureza cultuados pelas religiões de origem africana da nação iorubana que estão presentes nos cultos de Umbanda e Candomblé no Brasil) especifico, como por exemplo, no clipe gravado no ano de 1979 da música “Conto de Areia”, onde aparece com a indu...