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Mostrando postagens com o rótulo Dor
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  SEU NOME É JESUS CRISTO E PASSA FOME (Reflexão: Por que Deus não está acima de todos, mas está sobretudo entre os mais vulneráveis na sociedade? Porque Deus não se faz presente apenas nos templos religiosos, mas também nas ruas através da dor dos refugiados, enfermos, famintos, discriminados e oprimidos. Quando eles carregam as suas dores diariamente, é o próprio Deus que sofre e passa fome!) Por JADIEL BARBOSA / NEY ARAÚJO Seu nome é Jesus Cristo e passa fome E grita pela boca dos famintos E a gente quando vê passa adiante Às vezes pra chegar depressa a igreja. Seu nome é Jesus Cristo e está sem casa E dorme pelas beiras das calçadas E a gente quando vê aperta o passo E diz que ele dormiu embriagado. Entre nós está e não O conhecemos Entre nós está e nós O desprezamos. Seu nome é Jesus Cristo e é analfabeto E vive mendigando um subemprego E a gente quando vê, diz: "é um à toa Melhor que trabalhasse e não pedisse". Seu nome é Jesus Cristo e está banido Das rodas sociais...
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  ORAÇÃO DE UM ENFERMO A SÃO FRANCISCO NESTE 4 DE OUTUBRO... Por JORGE ESCHRIQUI Irmão Francisco, Há meses que a cura não parece chegar. Há dias que as dores físicas são quase insuportáveis. Há horas que as chagas parecem tomar conta da pele. Há minutos que arrastam-se por uma eternidade com injeções, vacinas e medicamentos que deixam cicatrizes, maltratam e causam mal estar no estômago, no abdômen e outras partes do corpo. Há segundos que não passam no relógio na sala de espera de clínicas e hospitais na expectativa da próxima proposta de tratamento. Irmão Francisco, Ajude-me a valorizar cada instante de vida no plano material. Que as boas pessoas e os bons momentos do passado sejam guardados com afeto no baú do meu consciente e inconsciente. Que as minhas ofensas sejam um dia perdoadas pelo Senhor que é Pai e sempre encontrará uma forma de compreender e acolher a todos os seus filhos. Que eu perdoe e esqueça aqueles que me ofenderam e me ofendem porque a mágoa é veneno que co...
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  FÉ NA VIDA: UMA PROSA COM SÃO FRANCISCO SOBRE A DOR, A ENFERMIDADE E A MORTE FÍSICA... Por JORGE ESCHRIQUI Com dores físicas deitei-me à noite em meu leito. Fechei os olhos e, enquanto escorria uma lágrima dos olhos, pedi a Deus que me desse o equilíbrio mental, a resiliência, a persistência e a determinação para não desistir jamais independentemente das previsões e expectativas sobre prazos e possibilidades sobre cura dados pelos profissionais de saúde. Depois de algum tempo, a dor foi vencida pelo sono, fazendo-me desligar deste mundo de tantas provas e expiações nos últimos tempos para mim. Durante o meu sono, veio um sonho bom que desejava dele não acordar tão cedo. É como se o perispírito se desligasse desta matéria física tão judiada e sadio percebi-me por umas horas. Quão bom foi para a minha mente estar pleno ao ponto de viajar em pensamentos e encontrar-me de madrugada na praça em frente à Basílica de Canindé com São Francisco. Nem parecia que poucas hora...
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  O QUE NÃO SE APRENDE PELO AMOR, TERMINA-SE FORJANDO ATRAVÉS DA DOR     Por JORGE ESCHRIQUI O mundo é um palco onde, por determinado tempo, cada ser humano representa pelo seu livre arbítrio um personagem. Somos livres para fazer os atos que queremos, só que estes atos nos pertencem, moldam as nossas personalidades e, a partir deles, colheremos frutos amargos ou doces. O que desejamos para os semelhantes acabamos por receber também. Afinal, sempre permanece um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas. A fé na vida precisa de uma base sólida baseada na compreensão e no entendimento da razão da nossa existência neste mundo. Não basta ocupar um espaço físico neste planeta. É necessário entender que cada ser humano conta e tem a sua devida importância para torná-lo em um lugar melhor para todos os seres que nele habitam no presente e no futuro. Devemos saber que é impossível que sozinhos possamos transformá-lo e muito menos de uma hora para outra. Mas podemos in...
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  UM SOPRO DE VIDA Por CLARICE LISPECTOR Isto não é um lamento, é um grito de ave de rapina Irisada e intranquila O beijo no rosto morto Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém Provavelmente a minha própria vida Viver é uma espécie de loucura que a morte faz Vivam os mortos porque neles vivemos De repente as coisas não precisam mais fazer sen­tido Satisfaço-me em ser Tu és? Tenho certeza que sim O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência De certo tudo deve estar sendo o que é. Quando acabardes este livro chorai por mim um aleluia Quando fechardes as últi­mas páginas deste malogrado e afoito e brincalhão li­vro de vida então esquecei-me Que Deus vos abençoe então e este livro acaba bem Para enfim eu ter re­pouso Que a paz esteja entre nós, entre vós e entre mim Estou caindo no discurso? que me perdoem os fiéis do templo: eu escrevo e assim me livro de mim e posso então descansar. Referência: LISPECTOR, Clarice. Um sopro de vida (Pulsaçõ...