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  POEMA "PRÓLOGO" (ORIGEM) À "DISPARADA", "RÉQUIEM PARA MATRAGA" E "HORA DE LUTAR" (Para a reflexão sobre os 90 anos de Geraldo Vandré e as Manifestações de 21/09/2025 contra a PEC da Anistia e da Blindagem em todo o Brasil!) Por GERALDO VANDRÉ *** PRÓLOGO *** Há sempre muitas estórias e muita fé pra comprar os sonhos que elas sugerem, pra salvar ou pra enganar; mas essa, vou prevenindo: Cantando, chorando ou rindo, depende só de quem ouve; foi inventada, não houve. Não vai enganar ninguém, pois não trata de mal e nem de bem; é de deixar correr livre, sem peias e sem cercados, os sonhos que a gente vive, em tempos tão mal parados. *** RÉQUIEM PARA MATRAGA *** Vim aqui só pra dizer Ninguém há de me calar Se alguém tem que morrer Que seja pra melhorar. Tanta vida pra viver Tanta vida a se acabar Com tanto pra se fazer Com tanto pra se salvar Você que não me entendeu Não perde por esperar. *** HORA DE LUTAR *** Capoeira vai lutar Já cantou e já ...
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GERALDO VANDRÉ E A MÚSICA "CHE" EM HOMENAGEM A ERNESTO GUEVARA NO FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÚSICA NA BULGÁRIA EM 1968 (Fragmentos da História da Música Popular Brasileira durante o Regime Militar) Marconi Campos da Silva, músico e compositor potiguar, compôs em 1967 uma primeira versão da música "Che" inicialmente apenas instrumental. Com medo da repressão durante o regime militar, quando perguntado sobre a temática da música, negava tratar-se de uma canção composta para homenagear o guerrilheiro e revolucionário. Afirmava que, na realidade, referia-se ao povo gaúcho. Ainda que não tivesse letra, a música foi censurada pela ditadura no mesmo ano. Apesar da censura imposta à música de Marconi Campos, Geraldo Vandré insistia em pôr uma letra na composição instrumental. Marconi resistiu à ideia, o que seria justificável porque se vivia em um cenário político pré-Ato Institucional n.º 5 marcado pela sensação de permanente vigilância e repressão pelo Estado bras...
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  CANÇÃO DA DESPEDIDA: O ATO INSTITUCIONAL N.º 5 DE 1968 E O EXÍLIO DE GERALDO VANDRÉ (Histórias sobre a Ditadura Militar de 1964 a 1985 e a Música Popular no Brasil que não devem ser esquecidas...) Por Dalva Silveira (Dissertação de Mestrado em Ciências Sociais - PUC-SP) Poucos sentiram tão fortemente o peso da ditadura militar como Geraldo Vandré. E a maior responsável por isso foi sua canção "Pra não dizer que não falei de flores", ou "Caminhando", apresentada no III Festival Internacional da Canção, no dia 29 de setembro de 1968. A canção ficou em segundo lugar (perdeu para Sabiá, de Chico e Tom Jobim, que receberam a maior vaia de suas vidas), mas foi cantada e recantada pelo público e chamada como a "Marselhesa Brasileira". O certo é que, após o sucesso estrondoso de "Caminhando"', um verdadeiro hino contra a ditadura, a vida de Vandré tornou-se um martírio. Para se ter uma ideia, Zuenir Ventura faz uma referência a um a...