HISTÓRIA DO ANTIGO ORIENTE PRÓXIMO

O Oriente Próximo foi um dos berços da chamada revolução agrícola e, como consequência, cenário de importantes sociedades, que se formaram a partir de 3.000 a.C.
A faixa de terra que se estende do norte da África até o Golfo Pérsico foi denominada pelo arqueólogo norte-americano James Henry Breasted como Crescente Fértil. É uma vasta área de 500 mil Km², muito árida, com algumas extensões desérticas, porém irrigada pelos rios Nilo, Jordão, Tigre e Eufrates. Nesses oásis, a terra era propícia para a prática da agricultura e a criação de animais. Tais condições capacitaram as sociedades locais a produzirem excedentes agrícolas, que podiam ser estocados.
Dentre as sociedades que se estabeleceram na região, destacaram-se as do Egito (banhado pelo rio Nilo) e da Mesopotâmia (banhada pelos rios Tigre e Eufrates). Essas sociedades hidráulicas, que dependiam de sistemas de irrigação, surgiram quase ao mesmo tempo nas duas regiões. Nelas, as atividades econômicas se diversificaram, com o progressivo uso de metais e a especialização da produção artesanal. Nesse longo processo de mudanças, formaram-se, primeiramente, as cidades e pequenos Estados em nível regional ou local. Mais tarde, apareceram os Estados centralizados. Mas tudo isso esteve relacionado com o controle das águas do Nilo, no Egito, e do Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia.
O controle dos rios exigiu a construção de diques e barragens, bem como de canais de irrigação bem planejados.
A sociedade hierarquizou-se, destacando-se uma camada de burocratas e sacerdotes que se impôs sobre os camponeses. Ela era responsável pela direção das obras hidráulicas, pelo governo e pelas relações com os deuses, das quais dependia, de acordo com a crença da época, a sobrevivência de todos.



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