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  FÉ NA VIDA: UMA PROSA COM SÃO FRANCISCO SOBRE A DOR, A ENFERMIDADE E A MORTE FÍSICA... Por JORGE ESCHRIQUI Com dores físicas deitei-me à noite em meu leito. Fechei os olhos e, enquanto escorria uma lágrima dos olhos, pedi a Deus que me desse o equilíbrio mental, a resiliência, a persistência e a determinação para não desistir jamais independentemente das previsões e expectativas sobre prazos e possibilidades sobre cura dados pelos profissionais de saúde. Depois de algum tempo, a dor foi vencida pelo sono, fazendo-me desligar deste mundo de tantas provas e expiações nos últimos tempos para mim. Durante o meu sono, veio um sonho bom que desejava dele não acordar tão cedo. É como se o perispírito se desligasse desta matéria física tão judiada e sadio percebi-me por umas horas. Quão bom foi para a minha mente estar pleno ao ponto de viajar em pensamentos e encontrar-me de madrugada na praça em frente à Basílica de Canindé com São Francisco. Nem parecia que poucas hora...
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  POEMA "PRÓLOGO" (ORIGEM) À "DISPARADA", "RÉQUIEM PARA MATRAGA" E "HORA DE LUTAR" (Para a reflexão sobre os 90 anos de Geraldo Vandré e as Manifestações de 21/09/2025 contra a PEC da Anistia e da Blindagem em todo o Brasil!) Por GERALDO VANDRÉ *** PRÓLOGO *** Há sempre muitas estórias e muita fé pra comprar os sonhos que elas sugerem, pra salvar ou pra enganar; mas essa, vou prevenindo: Cantando, chorando ou rindo, depende só de quem ouve; foi inventada, não houve. Não vai enganar ninguém, pois não trata de mal e nem de bem; é de deixar correr livre, sem peias e sem cercados, os sonhos que a gente vive, em tempos tão mal parados. *** RÉQUIEM PARA MATRAGA *** Vim aqui só pra dizer Ninguém há de me calar Se alguém tem que morrer Que seja pra melhorar. Tanta vida pra viver Tanta vida a se acabar Com tanto pra se fazer Com tanto pra se salvar Você que não me entendeu Não perde por esperar. *** HORA DE LUTAR *** Capoeira vai lutar Já cantou e já ...
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O DIA EM QUE PRESENCIEI NO MEU SONHO A RIQUEZA INFINDÁVEL DA PAZ E FRATERNIDADE UNIVERSAL... Por JORGE ESCHRIQUI Um dia tive um sonho... Pareceu-me que estava do outro lado da vida. Em um local que transcendia a razão e compreensão humana. Nos verdes campos deste lugar, eu vi árvores frutíferas; jardins com flores e rosas que aromatizavam todo o ambiente graças ao suave toque da brisa que as acariciavam; pássaros de diferentes espécies que cantavam melodias que soavam como músicas de paz interior e meditação; relvas que serviam como leitos macios para o descanso de pessoas e animais em harmonia e respeito mútuo e; céu claro com umas nuvens brancas que pareciam ser desenhadas por crianças, um sol que aquecia até a alma e um belíssimo arco-íris que era o toque final de decoração divina que tornava aquele ambiente em uma pintura impressionista de Van Gogh. Este arco-íris parecia estender-se até um horizonte inalcançável inicialmente aos meus olhos. Em meu sonho decidi segui-lo p...
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 SÃO  PIER GIORGIO FRASSATI, A JUSTIÇA SOCIAL E A CAUSA ANTIFASCISTA Filho de Alfredo Frassati e Adelaide Ametis, família abastada, dona do jornal La Stampa, Pier Giorgio Frassati nasceu na cidade de Turim em 6 de abril de 1901. Era profundamente antifascista, envolvendo-se em confrontos com os adeptos do Partido Social Fascista de Benito Mussolini. Em 1921, Pier Giorgio Frassati ingressou no Partido Popular Italiano que pregava os ideais da Democracia Cristã. Estudante de Engenharia Industrial Mecânica na Escola Real Politécnica, entre 1918 e 1925, pretendia dedicar-se integralmente aos mineiros, que ele via como uma das classes profissionais mais sofredoras, seja em termos de dureza profissional, fosse em termos sociais. O seu compromisso social não era separado da espiritualidade. Membro ativo da Sociedade de São Vicente de Paulo, Pier Giorgio Frassati dedicava-se a visitar doentes, distribuir alimentos e roupas e acompanhar os mais necessitados. Conciliava a s...
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  COMO NA ARGENTINA* (Reflexão: A persistência e a dificuldade de ocultar-se e dissolver-se os corpos dos desaparecidos durante as ditaduras latino-americanas, como a da Argentina. Pode o Estado livrar-se do corpo de um perseguido político, mas como uma nação pode libertar-se do seu passado traumático?) Por LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO (In memoriam) Não é fácil eliminar um corpo. Uma vida é fácil. Uma vida é cada vez mais fácil. Mas fica o corpo, como o lixo. Um dos problemas desta civilização: o que fazer com o próprio lixo. As carcaças de automóveis, as latas de cerveja, os restos de matanças. O corpo boia. O corpo vai dar na praia. O corpo brota da terra, como na Argentina. O que fazer com ele? O corpo é como o lixo atômico. Fica vivo. O corpo é como o plástico. Não desintegra. A carne apodrece e ficam os ossos. Forno crematório não resolve. Ficam os dentes, ficam as cinzas. Fica a memória. Ficam as mães. Como na Argentina. Seria fácil se o corpo se extinguisse com a vid...
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A HISTÓRIA DE FREI MAXIMILIANO DE KOLBE, HERÓI E MÁRTIR NO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE EXTERMÍNIO DE AUSCHWITZ (AMOR A DEUS, AO PRÓXIMO E A TODAS AS CRIATURAS DA NATUREZA COMBINA COM A EXTREMA DIREITA?) Por SÉRGIO C. LORIT Ao alvorecer do setembro de 1939, de chofre, a morte caiu em cachos do céu, e à sombra dos "Stukas" as ardas de aço do Atila nazista avançaram, destruindo qualquer resistência e incendiando tudo na Polônia. Também a cidade de Niepokalanów foi atingida pelas bombas. Imediatamente frei Kolbe procurou pôr a salvo os seus frades, enviando cada um de volta à própria família. Ele permaneceu no lugar, só com o pequeno rebanho dos primeiros fundadores da "cidade". Mas no dia 19 de setembro, caíram sobre Niepokalanów os primeiros SS de assalto. "Alle raus !" (Todos embora!), foi a ordem urrada. Foram arrastados para fora, obrigados a subir, aos empurrões, em vagões de carga e enviados ao campo de concentração de Amtitz. O que frei K...